sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Zé – o ator da vida real

Simplesmente terminou. Não foi de uma maneira trágica, não foi de maneira heróica. Simplesmente foi. Foi-se o ator nato, o ator do dia-a-dia, o ator da vida real. Porque ele não interpreta algum personagem, os personagens é ele mesmo.

Ele se chama... Na verdade, nenhum de seus conhecidos sabe seu verdadeiro nome. Apenas ele mesmo sabia qual era o seu nome verdadeiro. Isso porque ele se cansou de soletrar seu nome, então decidiu se chamar Zé, isso foi o que ele sempre falou.

Zé, porque não é necessário soletrar; Zé, porque é um nome comum para uma pessoa que quer se passar por comum; Zé porque é a síntese de um nome, que é a síntese do ser humano.

Mas, comum, era uma das poucas coisas que ele não era. O Zé tinha uma mágica no seu viver que encantava qualquer um. Com uma aparência que não impressiona ninguém a primeira vista, muda completamente com dois minutos de conversa com ele, só porque ele vê o mundo e as pessoas de uma maneira diferente, ele entende quem é aquele que está conversando com ele, entende o que essa pessoa quer ver na outra, e se torna isso. Não conscientemente, ele faz isso como uma brincadeira.

Te digo que, nesse momento, tenho minhas dúvidas que ele tenha realmente ido, mais uma vez ele pode estar só fingindo, coisa que ele fazia magistralmente, fingia felicidade, irritação, tristeza, calma, raiva, nervosismo... Todas as emoções de uma forma tão verdadeira, que se ele quisesse, ele faria você acreditar nesse estado dele, mas o Zé não enganava as pessoas para se aproveitar disso, não pense mal dele; ele fazia isso pra se divertir e divertir os outros, mais um teste para suas capacidades de mentir, mais um espetáculo daquele que fazia de sua vida um grande filme.

Agora vou te contar como ele supostamente morreu.

Capítulo I: A preocupação do João

Primeiro vou falar de quem se trata o João. Ele é o irmão mais novo do Zé. Mas, ele não se chama João, esse é o nome que Zé achou mais apropriado, pois é simples, como o seu, o verdadeiro nome dele é Marcos.

Ele é bem diferente do Zé. João sempre foi mais sério que o Zé, afinal ele não nasceu com talento que se equipara ao do Zé, apesar de que ele também tem seus truques. Não, João era apenas um homem de 30 e poucos anos, que foi sempre foi criado pelo Zé, mas nos últimos anos o que mais acontecia era o contrário.

João era muito compreensivo e prestativo, e como o Zé era a sua única família, sempre se importou muito com Zé, até mesmo mais do que consigo, mas, como grande egoísta que é, ele também tinha os momentos em que sua vontade vinha primeiro. Porém, também não julgue o João, ele também é humano, e mesmo com seus defeitos, ele fez muito pelo Zé e tentou ajudá-lo até o seu ‘fim’.

Nos últimos meses, Zé andava perigoso, seu teatro tava perdendo a graça para as pessoas. Parece que quando elas descobrem que o Zé era diferente para cada uma delas, se adaptando pros seus gostos. Ele nunca foi uma pessoa que gostou de perder amigos, e como isso não havia acontecido com ele até então, ele não tinha muita experiência nisso, então ele insistia para que esse seu amigo não o deixasse, até que esse amigo perdesse totalmente a paciência com ele. Alguns até tentaram agredi-lo, o que é terrível porque o corpo dele sempre foi franzino.

Portanto, eu sempre estava junto do Zé, para garantir que sua crise de identidade não trouxesse problemas pra ele. Ele estava assim porque estar perdendo a graça e ter as pessoas se afastando dele, foi sempre o que o Zé não queria imaginar, não gostava nem de ouvir falar disso; sua vida era sua graça.

E João, temia por ficar sozinho, sem nada que o ligasse ao passado, ninguém que pudesse ser seu suporte, até porque nunca fez muitos amigos, e claro que temia por seu único parente, como qualquer um faria. Por isso, ele costumava vir na nossa casa pra ver como o Zé estava e também pra ver se ele conseguia fazer sair aos poucos da crise.

E pior de tudo: João sabia que se Zé se metesse num problema verdadeiro, nem ele nem eu poderíamos fazer alguma coisa para resolver.

Mas mesmo assim, nenhum de nós sabia como fazer o Zé voltar a ser aquela pessoa que nos encantava com seu jeito de encarar as pessoas, e não simplesmente uma pessoa que nem sabia quem realmente era.

esse ñ eh o fim, mas so qero saber se tah ficando bom por enquanto

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A união faz a raiva

Mais uma da série sobre a vida nos apartamentos, coisa que tenho muita vivência.

E sem mais delongas o que realmente importa:

Durma com um barulho desses [3]


Nada é pior na dia-a-dia de um condômino do que a famigerada, a odiada, a impensada, a maldita reunião de condomínio. Ela não é ruim só porque você tem que perder seu tempo precioso vendo pessoas de quem você não gosta, mas ter que fazer isso obrigado e para ‘discutir o melhor para o condomínio’ – como se no meio de tanta gente diferente fosse sair algo pra melhor de qualquer coisa – e isso é feito regularmente.

Reunião já começa mal porque nunca se vai a essas reuniões para uma conversa amigável, pra se jogar conversa fora ou então pra substituir aquela happy hour e dar ‘uns pega’ naquela sua vizinha gostosa que te dá mole. Nada disso, essas reuniões existem apenas pra se discutir o problema da infiltração no 405, o cachorro barulhento do 201, os filhos bagunceiros do 307...

Essas reuniões surgiram justamente naquele prédio durante a Segunda Guerra Mundial, como já foi dito eles precisavam discutir o que fazer pra dar um fim nos japoneses da frente, então o síndico da vez foi no apartamento de cada cientista pra avisar da reunião – porque não basta apenas fazer essa maldita reunião, o síndico TEM que se certificar que você vai perder o futebol e aquele jantar íntimo com a sua mulher pra ver aqueles homens velhos, feios e suados – e também pra fazer gracinha – já que ninguém se propõe a ir, o síndico precisa dar algum atrativo a essa reunião, como se a ‘graça’ dele fosse atrativo... –, pois uma ‘piada’ a mais no seu dia não vai te matar, supostamente.

Já nessa primeira edição da reunião, metade do prédio faltou, a outra metade não foi porque a avó ficou doente e em alguns casos ela morreu – infelizmente em momentos de desespero não conseguimos criar desculpas boas ou originais -, então ela foi adiada. Pois como mal de verdade não é aquele que só te deixa mal, é aquele que te persegue e te destrói na hora em que você não tem como fugir dele, outra reunião foi marcada e o condômino que não comparecesse iria ter o mesmo fim dos japoneses, então todos foram e chegaram na bomba atômica.

E chegamos à definição de uma reunião de condomínio: s.f. 1. Ato ou efeito de reunir (-se) à toa. 2. Agrupamento de pessoas para tratar de nenhum assunto, chegando a lugar algum. 3. Grupo de pessoas que costumam não se reunir. [Pl.: -ões.]. É até mesmo o Aurélio já sabe qual a finalidade de tal coisa.

No entanto, após ver o rumo que as coisas estão tomando, os membros da A.N.U.S. – associação nacional unida de síndicos – tomaram uma iniciativa: para que reuniões de condomínio entrem na moda, eles criaram um quadro no Fantástico com esse nome. Botaram um palhaço pra apresentar e mostrar como engraçado e divertido é numa reunião de condomínio, e se você for um bom condômino, pode até aparecer no Fantástico!

É claro que não mostraram o lado cruel de tal reunião, afinal um dos assuntos que são tratados nela é a eleição do síndico. Ou seja, além de você passar por esse purgatório, ainda pode ir direto pro inferno quando é escolhido como síndico. Só que como muitos faltam a elas, geralmente o síndico atual se mantém no cargo, porque todo castigo pra pobre é pouco.

O condomínio ideal deveria existir na União Soviética, afinal na União Soviética a reunião de condomínio vai até você...


Rio, 12/10/09


Cada vez mais eu vejo o quanto morar em apartamento é estressante...

Bem se alguém quiser mora em casa e quer experimentar essa maravilha, troca de lugar comigo.

O que a web não faz conosco?

Me pergunto muito isso nesses últimos tempos.

Veja só como o mundo mudou com a popularização da internet, li há poucos dias que um seguidor do twitter do william bonner quase foi falar com ele na rua, quando se ia imaginar tal 'intimidade' entre nós mortais, e o todo-poderoso apresentador do jornal nacional?

Mas isso é assunto para outra crônica, o que falamos nessa é diferente, divirtam-se:

Retratos


O que hoje é algo banal graças a sites maravilhosos e educativos – sério mesmo, se aprende tanta coisa – como o Orkut, a foto, retrato, fotografia, enfim nem sempre o foi, antes, para ser retratado precisava ser importante.

Ou você acha que só são encontrados retratos de pessoas famosas como reis e nobres à toa? Não, caro leitor. Os pintores não iam para praças públicas e cobravam quaisquer dois reais para pintar um retrato, como acontece hoje em dia. Era algo caro e de muito valor, que demorava muito tempo para se fazer – talvez só demorava pra dizer que estava dando um carinho especial e que cuidou de cada detalhe – e tornava os pintores ricos, algo impensável atualmente.

Mas os cientistas, cansados de se perguntar o porquê da Terra ser redonda, o porquê que os seres humanos não podem voar e respirar debaixo d’água e o porquê que o Pedro não ter devolvido o chip, eles decidiram inventar algo que fizesse retratos idênticos à vida real – e também pra tirar uma com a cara daqueles pintores cheios de marra –, e depois de muito tempo finalmente o fizeram.

Claro que naquela época as fotos não se revelavam com tanta rapidez quanto hoje, demorava algum tempo pro metal se sensibilizar e finalmente a imagem ficar impressa, o que fazia com que as pessoas tivessem que ficar ainda mais tempo paradas com aquele sorriso falso.

Com o avanço das tecnologias foi sendo desenvolvidos materiais que se sensibilizavam mais rapidamente até que criam a famosa máquina fotográfica, aquele aparelho velho e pesado que seus pais tinham até pouco tempo, que tinha que ficar comprando filme e rodando manivelas pra tirar foto. Pois é, se você acha isso antigo, imagina como era antes, que pra tirar foto tinha que se colocar aquela ‘tromba’ com a lente e uma caixa escura apoiadas num tripé e com aquele flash que te deixa cego por alguns minutos.

Porém, os mesmos cientistas que criaram essa maravilha da humanidade, ainda não tinham nada o que fazer além de assistir a novela das oito, então, eles desenvolveram uma máquina fotográfica que não precisava de filme, não precisava girar nada e ainda por cima tinha como carregar essas fotos pra tudo quanto era lugar através de seu computador!!

Foi um choque pra sociedade na época, muitas pessoas se mataram achando que aquilo se tratava de bruxaria, a Igreja pôs a câmera digital – o nome que foi dado a essa máquina do capeta – na lista das coisas a serem erradicas do mundo, junto com os infiéis e os crentes, a bolsa de Nova York despencou, tudo dava errado, afinal ninguém sabia o que fazer com tantas fotos e nem como extrair sua imagem daquela máquina aprisionadora de imagens.

Eis que tiveram a melhor sacada de todos os tempos: criar um site para que as pessoas pusessem suas fotos inúteis e com poses idênticas para que outras pudessem ver essas fotos e para que fossem criadas as celebridades espontâneas - vulgo fake com fotos de mulheres gostosas -, o Orkut.

Com o barateamento dessa câmera, mais pessoas tiveram acesso a tal tecnologia maligna, e hoje o que mais se vê no Orkut são fotos idênticas, de pessoas cheias de criatividade, que põem efeitos dos mais modernos no photoshop – famoso editor de imperfeições, ou melhor, imagens – e expõem sua vida pelos quatro cantos do mundo.

O outro agravante é que nem sempre se vê coisas agradáveis,... É alguém tem que ter uma conversa séria com aqueles cientistas desocupados...


Rio, 12/10/09


Vai dizer que você também não repete essas poses pré-programadas?

Para dar uma renovada

Mais uma vez fico um tempo sem postar.

Eu sei que vocês sentem faltam -silêncio-, é, às vezes acho que falo pra ninguém ouvir mesmo.

Mas se alguém se interessar, aqui vai mais um poema

Na memória


Ao andar pela rua,

Ouve um apelo à lua

Aquela que observa, branca e nua,

Os amantes que, presença, clamam a sua.

Ao pensar no amor,

Ouve uma canção que fala com fervor,

De toda a adoração e a dor,

Da separação de um sentimento unificador.

Ao sentir na pele a sutil queimação,

Ouve um conhecido som,

Que o lembra com emoção

Das coincidências vividas durante a relação.

Ao rir sem pudor,

Ouve a melodia sem se indispor,

Pois ela lhe lembra da amada e de seu fulgor,

Seu cheiro e sabor.

Ao se lembrar do tempo

Que o castiga e lhe afasta a todo momento

Se lembra do atual sofrimento,

Quando olha um querido ornamento.

Ao olhar o sentido,

Que vinha todo aquele orvalho,

Viu que do norte tinha vindo,

E terminou em mais um sorriso.


Rio, 10/10/09


Obs.: A música era Northern Downpour, o que justifica essa importância do sentido do vento; e esta música significa muito pra mim.

sábado, 5 de setembro de 2009

Se fosse com um pobre...

Creio que você já tenha ouvido falar de um história parecida, mas não custa nada relembrar.

Obs.: Não pense que virarei um escritor à base de clichês.

Justiça injusta


Há poucos meses atrás, no Primeiro Encontro Estadual de Agentes Públicos, na Assembléia Legislativa de São Paulo, o Hino Nacional foi reproduzido, como em toda ocasião de importância, e ainda mais uma como essa que é para políticos e funcionários públicos.

Até aqui tudo bem, certo? Mas não, caro leitor, foi então que uma das maiores bizarrices dos últimos tempos aconteceu: a cantora de outrora sucesso, Vanusa, simplesmente alterou o Hino em diversas partes. Bem se você que lê isto não sabe, então descubra que desrespeitos para com o Hino Nacional é passivo de prisão.

Creio que seja desnecessário dizer que essa gravação virou um sucesso na internet e para os comediantes também, mas isso não é importante. O que eu quero dizer é que esse encontro foi em março, e até hoje, 5 de setembro, nada foi feito com a tal cantora que alegou estar sob efeitos de remédios para labirintite. Se fosse você que tivesse feito isso, é bem provável que um policial federal qualquer viesse e te prendesse na hora, não antes de te esculachar na frente de todos.

E é isso que quero debater: por que nada aconteceu com ela? POR QUÊ?! Estou falando sério simplesmente porque ela é artista ou porque alguém engoliu essa desculpa dela, afinal seria até pior, pois se ela estava sob efeito de remédios que a deixassem tão fora do ar que não permitem ela ler um papel escrito em suas mãos, acho que ela nem deveria ter ido cantar, dava um migué qualquer, fala que não podia perder a final do Big Brother, sei lá...

Estou cansado nesse país de só serem punidos aqueles que pagam os impostos e fazem tudo como manda o regulamento, e aqueles que não pagam impostos ou que esse dinheiro não lhes faz falta ou ainda desrespeitam as leis, não são punidos descaradamente.

Se num dia você saber tudo o que acontece na novela, o que o seu ator favorito faz em seus momentos de privacidade ou com quem faz, não for o mais importante, pode ser que tenhamos uma chance de toda a população ter direitos iguais - tirando os políticos em geral porque me parece que você ter o dever de fazer leis, dá o direito de passar por cima das mesmas...-.

Falando em políticos, uns dias atrás o Sarney recebeu um cartão vermelho literalmente do senador Eduardo Suplicy, mas mesmo assim não saiu de campo no Senado, o que mostra que se ele não respeita as leis do Brasil, quanto mais as leis do futebol, onde ele teria que ir a julgamento no STJD depois de receber o cartão vermelho.

Então se hoje em dia, morar em favelas e não pagar metade dos impostos e contas que pago, me dá muitos benefícios e coisas de graça, acho que me mudo pra uma favela dessas da vida e viro bandido, porque além de receber presentes, ainda posso burlar a lei que ninguém vai vir me punir mesmo...


Rio, 05/09/09


Isso me revolta e espero que a muitas pessoas também, é o único jeito de isso mudar, talvez...

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Mais copiado que isso...

...só dois disso. Nunca vi uma coisa ser tão copiada e tão descaradamente.

Vocês vão entender:

A maior invenção da TV do século XXI


Quando em 1948, George Orwell escreveu o livro 1984 onde as pessoas seriam monitoradas 24 horas dentro de suas casas, não imaginava que seu livro seria um sucesso, entre os produtores de TV.

A quantidade de programas com essa idéia básica que surgiram anos mais tarde não é pequena. Mas isso não significa que sejam programas bons.

Principalmente pelo fato do programa ser altamente previsível: no primeiro capítulo todo mundo é amigão; lá pela segunda semana, as ‘rixas da convivência’ começam a aparecer; no final do primeiro mês já vai ter ocorrido um barraco; no meio do outro mês já vai ter gente procriando, mas é claro que essa parte ninguém confirma, deve ser porque não está no contrato fazer sexo – a não ser que o programa seja europeu.

O ponto chave desse tipo de programa é que eles mexem com uma coisa que todo o ser humano gosta de fazer, mas não revela para ninguém: fofocar. E como passa na televisão, ninguém se sente culpado por saber mais da vida de um desconhecido do que da vida de seu próprio filho.

Assim como qualquer coisa que tem fim, os realities-show – denominação em inglês que significa programa de realidade ao pé da letra, mas não significa que aquilo seja real – também deixam seus restos pelo mundo: ex-participante de reality show.

Essa espécie é um tipo de sub-celebridade, que não possui nenhuma função real para o mundo, não é ator, não é artista, quase não é gente; tem uma inteligência entre um analfabeto e um grão de arroz, em ordem decrescente... Enfim uma pessoa que não tem trabalho algum, por isso não serve nem para dividir o imposto com você, apesar de que se pagasse seria mais dinheiro para os políticos e a família do Sarney.

Esses programas estão evoluindo a tal ponto que vai haver um dia em que o mundo inteiro será filmado e televisionado só que sem saber, algo como o filme “O Show de Truman”, onde um cara tem sua vida controlada por uma empresa de TV e é o programa com maior audiência do mundo. Mas quando chegar nesse ponto eu juro que eu viro um pescador e nunca mais encosto em nada tecnológico se possível.

Infelizmente esses programas são altamente lucrativos para as emissoras, afinal eles sempre arrumam uma maneira de fazer o telespectador mandar mensagens para gastar dinheiro, comprar produtos relacionados ao programa...

É por causa disso que só vejo vídeo-clipe e futebol na televisão...


Rio, 07/08/09


Né não? Pô o que a globo e a record estão 'criando' de reality show não está no gibi, como diriam os mais velhos...

Uma poesia para destoar um pouquinho

Finalmente escrevi uma poesia, porque nessas férias, a produção está menos do que baixa...

Aqui está:

Relógio


Pertencia a ela

E informa de forma sincera

Que tinham que se separar agora

E não podiam fugir à hora.

Até que um dia,

Ele enfim soaria

Muito diferente

E, antes de perguntar algo, Ele sente.

A partir desse momento

O objeto ficou isento

De trazer aquela má notícia

Mas representava a falta de carícia.

Ele era tudo que lhe tinha restado

Não havia mais ninguém ao seu lado,

Aquilo virou, então,

O objeto de seu ódio e adoração.


Rio, 03/08/09


Foi uma onda de tristeza que me passo, mas pelo menos me deixou isso ae, valeu a pena...